<![CDATA[Filomena Silva]]>https://www.filomena-silva.pt/blogRSS for NodeThu, 02 Feb 2023 13:39:14 GMT<![CDATA[Ser empreendedor não é difícil. É desafiante.]]>https://www.filomena-silva.pt/post/ser-empreendedor-n%C3%A3o-%C3%A9-dif%C3%ADcil-%C3%A9-desafiante63890469dde20622b150a914Fri, 09 Sep 2022 23:00:00 GMTFilomena SilvaMultiplicam-se pela web as promessas de um caminho rápido e sem obstáculos, rumo até ao sucesso. Não é sobre isso que falamos aqui. Abraçar o caminho do empreendedorismo é mais que uma tomada de decisão em criar um negócio próprio, de gerar rendimento a fazer aquilo que se ama fazer, ou criar uma loja online para ter uma atividade em paralelo, ou até fazer uma “simples” transição de carreira. Ser empreendedor é, acima de tudo, um processo de autoconhecimento. A força que colocamos nas palavras para categorizar essa experiência é que pode imprimir um significado de maior peso ou, ao contrário, trazer alguma leveza.

Muitas vezes dizem-me que “é muito fácil falar, mas é mais difícil de fazer”. Concordo. Mas, e que tal desconstruirmos o verbo? Difícil é uma palavra que encerra em si uma dimensão de esforço, de algo custoso, complicado e até pouco provável de alcançar. Se é isto que a palavra “difícil” representa para si, proponho-lhe que a substitua pelo termo “desafiante”, porque é isso mesmo que a jornada de um empreendedor verdadeiramente representa.

As limitações, as dificuldades iniciais para a concretização do projeto, a forma como lidamos com o conflito interno mesmo antes da tomada de algumas decisões pode ser algo verdadeiramente assustador. Mas eu não o chamaria difícil. Difícil é não acreditar que temos as competências para gerar a mudança na nossa vida, ou que não as podemos adquirir, e vivermos conformados com um fado a que chamamos carinhosamente de destino.

Reclamar da vida que tem agora é uma liberdade que lhe assiste. Mas reconhecer o que não funciona pode representar uma ou mais oportunidades. E então, vai ficar só por aí? O que vai fazer para mudar o que lhe traz constrangimento atualmente? Depois de reconhecer que há algo que gostaria que mudasse na sua vida, está disposto a ser a energia que move essa mudança?

Quer recolher os frutos de um investimento na sua carreira e apostar no seu desenvolvimento pessoal? Invista. Invista em si, no seu processo de autoconhecimento, na desconstrução dos conceitos e pré-conceitos que tem como certos na sua vida, e atreva-se a pensar diferente. Abra a porta à possibilidade de muitas das coisas que acredita serem como são, simplesmente porque o são, não passarem de um mero véu que ofusca a sua lente quando olha para o horizonte.

Talvez o leitor possa pensar que este é um discurso demasiado poético ou até provocatório, eu sei. Mas a verdade é que na desconstrução das crenças que nos impedem de avançar está o verdadeiro caminho para o desconhecido. E que medo que isso representa para a maioria das pessoas! Talvez o medo seja o que mais o impede de avançar e ver para além do óbvio. Não tem de ser assim.

Não sabe como avançar e criar o seu projeto, fazer uma transição de carreira para começar a trabalhar, no seu dia-a-dia, no que mais gosta de fazer? Vê esse desejo como algo inalcançável? Então, assim será. Não tenha dúvidas disso. Agora, se está aberto a fazer um processo interno de autoconhecimento profundo e a desconstrução de crenças limitantes, a abraçar e a valorizar as suas competências e a propor-se a descobrir outras quantas que estão até agora ocultas, então talvez o empreendedorismo seja um caminho para si.

Mas desengane-se quem acha que um processo de transformação não implica uma ação de mudança. Agarrar as rédeas da sua vida exige abertura, flexibilidade, compromisso, responsabilidade, autocuidado, amor-próprio e uma enorme vontade de trazer ao consciente que estes processos não se fazem rapidamente. Por isso, vá com calma, mas mantenha-se em movimento. Uma transformação para um mindset empreendedor é, sim, desafiante. Mas não é algo inalcançável. Se vai exigir trabalho e investimento da sua parte?! Sem dúvida que vai. Mas, eu pergunto-lhe: há maior e melhor investimento do que em si próprio?

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<![CDATA[Coach ou mentor: qual a diferença e como escolher?]]>https://www.filomena-silva.pt/post/coach-ou-mentor-qual-a-diferen%C3%A7a-e-como-escolher6389033dd455e7b3c4b2cceeSat, 09 Jul 2022 23:00:00 GMTFilomena SilvaPerguntam-me, muitas vezes, qual é a diferença entre coaching e mentoring e como saber que profissional escolher. Na verdade, ambos são profissionais que trabalham com um mesmo objetivo em mente: ajudá-lo a alcançar os resultados que deseja através da aplicação de métodos de desenvolvimento pessoal e profissional. Na prática, são profissionais que utilizam técnicas diferentes para alcançar resultados semelhantes. Então, como saber que profissional escolher?

O coaching pressupõe um processo de desenvolvimento de competências, tendo em mente um objetivo definido para um determinado período de tempo. Para isso, o coach terá como missão orientar o seu coachee a sair do estado em que se encontra e a capacitá-lo de estratégias que promovam o foco na ação, um maior empenho e desenvolvimento, usando um plano de tarefas a desenvolver, para que estas sejam alcançadas num determinado prazo.

O coach não necessita, obrigatoriamente, ter experiência na área em que o seu cliente trabalha e não tem como função auxiliar na resolução de problemas. A sua função passa, sim, por ajudar no processo de autoconhecimento do coachee, de forma a que este procure as melhores soluções através de um conjunto de perguntas que lhe são colocadas e desenvolva tarefas específicas. Ganhar a consciência das suas capacidades, desmistificar limitações pré-existentes apostando na capacitação e empoderamento, são alguns dos benefícios proporcionados um coaching, quer para a vida pessoal bem como profissional.

Mas o coaching não deve ser confundido com mentoria e consultoria em gestão de carreira, que pressupõe uma abordagem mais orientadora e focada em questões de cariz técnico, estratégico e tático, para que o cliente consiga fazer o seu processo até à integração no mercado de trabalho. O desenvolvimento de competências e a capacitação dos clientes para a mudança de carreira, a criação de um novo emprego, ou a realocação de recursos são alguns dos objetivos de um mentor.

O mentoring é uma relação estabelecida entre duas pessoas, onde um profissional com mais experiência e competências técnicas, ajuda outro profissional a alcançar os seus resultados, dotando-o de técnicas e ferramentas práticas. É função do mentor ajudar o mentee (ou mentorado) a crescer numa relação de compromisso. O nível de experiências diferentes contribui para a aprendizagem através da partilha do conhecimento em reuniões formais ou informais onde o mentor ajuda o mentorado em questões de caráter profissional e até de desenvolvimento pessoal, trabalhando limitações e crenças que possam estar a impedir o progresso desejado.

Assim, o coaching é um processo que ajuda a pessoa a sair do estado em que se encontra e a motivá-la a agir, de modo a alcançar os seus objetivos. Já o mentoring pressupõe uma ajuda mais especializada e um elevado nível de experiência, com base teórica e prática para ajudar alguém menos experiente numa determinada área. Na base do seu trabalho, um coach utiliza perguntas e desafios e o mentor aposta no diálogo, orientação prática e aconselhamento.

Se tem como avançar na sua carreira sem orientação técnica e já possui uma elevada autonomia, o coaching poderá ser o mais indicado para si. Em alternativa, pode utilizar ferramentas que lhe permitam dar os primeiros passos sozinho e colocar o seu plano de negócios em prática. Se, por outro lado, necessita de um acompanhamento mais próximo e direcionado para a implementação ou desenvolvimento da sua atividade, marcar uma sessão de mentoria profissional poderá ser o mais adequado.

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<![CDATA[Fazer a transição de um trabalho por conta de outrem para freelancer: sim, é possível!]]>https://www.filomena-silva.pt/post/fazer-a-transi%C3%A7%C3%A3o-de-um-trabalho-por-conta-de-outrem-para-freelancer-sim-%C3%A9-poss%C3%ADvel6388ffed97d673aa5544fa0dTue, 24 Aug 2021 23:00:00 GMTFilomena SilvaA par da necessidade de procurar o sentido da vida e uma profissão que esteja alinhada com o seu propósito, muitas são as pessoas que planeiam em silêncio ganhar coragem para iniciarem o seu projeto. Abrir uma empresa, trabalhar como freelancer ou associar-se a um projeto existente são algumas das vias possíveis para a sua concretização. É claro que, na verdade, iniciar uma viagem como empreendedor envolve muito mais do que isso.

O medo de falhar e não ter o conhecimento mais adequado para colocar um projeto em marcha, podem ser fatores determinantes na tomada de decisão. Aqueles que têm, igualmente, dependentes a cargo poderão ter ainda mais receio se algo não correr como é esperado. Se sentir a necessidade, marque uma consulta de aconselhamento e mentoria profissional. Para a maioria das áreas de atuação é possível fazer uma transição suave de um trabalho por conta de outrem para uma atividade por conta própria.

Muitas vezes o impedimento inicial está relacionado com aquele que é o planeamento detalhado no negócio, de modo a avaliar as perspetivas de sucesso e criar a estratégia mais adequada. O receio do esquecimento de algum aspeto importante ou a dificuldade em perceber, com clareza, quais os encargos legais, como calcular o custo e a margem de lucro ou como tratar da contabilidade são outros dos fatores que contribuem para que a ideia para um projeto fique arquivada numa gaveta.

Na verdade, muitas são as pessoas que relatam ainda a existência do medo do julgamento por parte dos amigos e família. “E se eu falhar? E se a ideia não for boa e eu ficar numa situação ainda pior do que aquela em que me encontro? O que é que a minha família vai dizer?”. Estas e outras questões, muitas vezes, castram todo e qualquer ímpeto de avançar.

Tudo o que sai da norma é visto com alguma estranheza e levanta todo e qualquer tipo de questionamento. Contudo, é importante salientar que nem todas as pessoas têm de trabalhar numa empresa das 9h às 18h, ou ter um trabalho para a vida toda a desempenhar tarefas das quais possam gostar ou não. Há profissionais que querem mais, que sabem que têm direito a mais e estão dispostos a arriscar ser quem desejam ser, de modo a concretizar, se não todos, mas pelo menos alguns dos seus sonhos.

Um trabalho que lhe proporcione um sentimento de realização trará, seguramente, benefícios para as mais diversas áreas da sua vida. E a partir do momento em que se encontrar num estágio de realização por fazer todos os dias aquilo que faz parte do seu propósito de vida terá, com toda a certeza, uma maior predisposição para vencer. E o mindset correto pode fazer milagres e abrir inúmeras portas. “Sim, mas como conseguir ter o mindset certo mesmo antes de começar?”, perguntam vocês.

O segredo está em ser positivo, traçar um plano, pensar em alternativas no caso de algo falhar, acreditando sempre que a partir do momento em que dá o seu melhor todas as janelas de oportunidade serão aproveitadas ao máximo. Assim, mesmo que algo não corra como era esperado, saberá que fez tudo o que estava ao seu alcance, e terá a tranquilidade necessária para fazer um raciocínio lógico rumo à tentativa seguinte.

Ser empreendedor é como viver num ciclo de tentativa-erro que um dia, com toda a certeza, trará bons frutos. Mas a partir do momento em que faz um bom planeamento e consegue delinear uma estratégia, tem muito mais hipóteses de sucesso. E isso inclui uma análise prévia das suas competências, adquirir as que lhe faltam adquirir, e colocar o seu plano de negócio em prática, passo a passo.

Se não se sente seguro para pedir a demissão do seu trabalho por conta de outrem pode optar por ter outros projetos em paralelo, ou fazer uma suave transição de carreira. Escolha a melhor opção para si, mas não desista de trabalhar para a concretização dos seus sonhos.

Coragem!

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<![CDATA[Reinventar: como sobreviver à era do medo]]>https://www.filomena-silva.pt/post/reinventar-como-sobreviver-%C3%A0-era-do-medo6388fdfa8f4e33ab83e2ade8Fri, 09 Oct 2020 23:00:00 GMTFilomena SilvaApanhou-nos de surpresa, mudou tudo de um dia para o outro em Portugal a partir de dia 16 de março. Em datas diferentes do mesmo mês mudou também a realidade do mundo. A pandemia que ninguém esperava varreu a liberdade como a conhecíamos, dizimou postos de trabalho e a crise, essa, ainda mal começou. Prevêem-se tempos difíceis, quer para trabalhadores por conta de outrem, bem como para os profissionais liberais.

Com a taxa de desemprego a aumentar para 8,1% à data de agosto de 2020, valor mais alto a registar desde 2018 segundo o Expresso, começam a fazer-se sentir os efeitos da crise decorrente da pandemia por Covid-19. Em maio do corrente ano 1,2 milhões de pessoas encontravam-se em regime de lay-off e 372 mil no desemprego. E embora as alterações provocadas pelo vírus se tenham já refletido em graves consequências para a população portuguesa no geral, o que se traduziu num aumento de pedidos de prestações sociais à Segurança Social, é importante estar atento às oportunidades e criar novos processos que permitam ultrapassar grande parte dos desafios que se fazem sentir e que estão longe de acabar.

Às empresas e freelancers, como eu, é recomendado que reinventem os seus negócios e a sua oferta de produtos e serviços. Para as empresas que ainda não têm presença no digital, agora é o momento de avançar e criar estratégias para fazer chegar a vossa oferta de forma direta ao consumidor final. Mas desengane-se quem pensa que criar conteúdo para as redes sociais é fácil. Na verdade, é. Mas para criar conteúdo que gere efetivamente resultados é preciso desenvolver uma série de competências, ou contratar quem já as tenha e que seja capaz de alavancar um negócio que tende a estagnar.

Para os freelancers cuja atividade se centra na prestação de serviços é importante analisar o que poderão oferecer ao mercado e que acrescente valor ao seu negócio. Mais do que nunca há que trabalhar os vossos skills e colocá-los ao serviço. Desenvolver novos produtos digitais como eBooks, cursos online, palestras ou produtos mediante subscrições mensais e anuais poderá ser uma boa alternativa para gerar algum rendimento extra.

Para os trabalhadores por conta de outrem a recomendação é simples. Coloquem em prática os projetos que colocaram na gaveta durante anos. Reinventem conceitos e criem formas de rendimento alternativas, enquanto mantém o vosso posto de trabalho pelo máximo de tempo possível. No entanto, é importante não deitar por terra velhos sonhos, mas transformá-los em algo novo e fazível nos dias que correm. Se não souberem como começar ou se sentem receio de o fazer, peçam ajuda profissional em aconselhamento de carreira. E se tal não for possível, observem aqueles que já estão no patamar que pretendem alcançar. Através da observação e do estudo é possível recolher muita informação que vos permitirá criar um rumo, ainda que provisório, com vista a uma maior independência financeira.

É igualmente necessário desenvolver uma estratégia de marketing eficaz, independentemente da área de atuação. Se os novos produtos não forem divulgados eficazmente, dificilmente isso terá algum impacto no volume de negócio atual. Apostar mais ainda nas redes sociais poderá ser uma mais valia, desde que a estratégia comunicacional esteja focada nos objetivos e nas etapas necessárias para os alcançar. Mas não só. Cada plataforma tem um algoritmo específico e é importante ser conhecedor das características de cada rede social para usar essa informação a favor do conteúdo a divulgar.

Bons negócios!

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<![CDATA[Desafios em tempo de pandemia: como se adaptar a uma nova realidade]]>https://www.filomena-silva.pt/post/desafios-em-tempo-de-pandemia-como-se-adaptar-a-uma-nova-realidade6388fc64ec438c3a9c755df7Tue, 30 Jun 2020 23:00:00 GMTFilomena SilvaQualquer mudança abrupta nas nossas vidas vem abalar toda uma rotina e segurança que nos parecem cada vez mais frágeis. Projetos pessoais, planos profissionais e objetivos a médio e a longo prazo foram retirados da ordem e baralhados, como peças de roupa numa máquina de lavar, em modo de centrifugação. Apesar das incertezas do presente, o destino parece voltar a dar e a baralhar o leque de possibilidades e é importante reavaliar as situações a todo o momento. Neste artigo, partilhamos alguns conselhos para saber como gerir o plano das festas enquanto a vida não volta ao “normal”.

Se alguns têm a capacidade de manter a sua situação financeira inabalável face às circunstâncias, o mesmo não acontece com a maioria da população. Desde dia 16 de março de 2020, quando o atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa se dirigiu ao país e decidiu convocar o Concelho de Estado para deliberar sobre um potencial estado de emergência, a vida dos portugueses deixou-se abalar pela pandemia por Covid-19. Muitos foram os que entraram em Layoff, outros viram os seus rendimentos e rendas retirados temporariamente, e mais uns milhares ficaram sem trabalho.

Numa época em que nada é garantido e o mundo ameaça dar uma cambalhota para trás a qualquer momento, é preciso repensar os planos traçados antes da pandemia. Adiar, manter ou criar são decisões importantes a serem tomadas, para preservar alguma da segurança que nos foi retirada.

Adiar

É prudente adiar todo e qualquer investimento que represente um risco acrescido. Dependendo da sua situação financeira, talvez queira repensar aquela verba que estava destinada às férias num país vizinho ou aquele investimento num equipamento novo que ansiava por comprar há meses.

Mais do que nunca, é recomendável que não viva acima das suas possibilidades. Independentemente de estar a beneficiar ou não de apoios extra destinados a minimizar os danos causados pela Covid-19, é aconselhável adiar investimentos e despesas desnecessárias.

Manter

A vida ficou como que em suspenso, mas continua, a um ritmo diferente. Apesar de ser recomendável não realizar despesas extra, há que avaliar cada caso em particular e ter em mente que, apesar do impasse, a vida deve seguir o seu rumo e há projetos que são importantes de manter, não só porque nem tudo pode ficar em suspenso ad eternum, mas também porque é necessário continuar a dar algum sentido à vida, para bem da saúde mental de todos nós.

Projetos que não tenham um grande impacto na sua vida financeira devem-se manter, assim como aqueles que o possam ajudar a sentir que a sua vida não parou por completo, ainda que já tenha regressado ao trabalho e deixado o estado de desconfinamento.

Criar

A maioria das pessoas não estava preparada para um embate desta magnitude. Talvez por isso seja interessante e motivador criar alternativas para um obter um rendimento financeiro extra, como complemento do seu salário ou, para aqueles que estão em paragem total de atividade económica, reinventar todo um modelo de negócio e adaptarem-se a uma nova realidade.

Todas as situações têm um lado positivo e outro menos positivo, mas tudo o que a mudança opera conduz, inevitavelmente, à evolução. E uma vez que manter o pensamento positivo é a melhor defesa imunitária, por que não pensar em avançar com aquele projeto em part-time que nunca concretizou por preguiça ou dar uma volta de 360º à sua estratégia de negócio?

Adaptar-se é o mote

Não há volta a dar! A melhor forma de lidar com as situações que não dependem diretamente de si é: aceitar, adaptar e agir. Se se encontra sem trabalho neste momento ou o seu rendimento é insuficiente pare e analise. Olhe para si próprio e comece a reparar nas competências que tem e que pode utilizar para gerar uma nova forma de rendimento.

Se o seu ego lhe disser que não sabe fazer outra coisa, ria-se e continue a traçar um plano rumo à sua independência financeira. Pode ser através da revenda de coisas usadas que tem em casa, a reciclagem de materiais, a criação de um novo projeto ou da oferta de prestação de determinados tipos de serviços que estão a ser requisitados atualmente pelo mercado.

Independentemente das dificuldades, não desanime. Para todo o problema existe uma solução.

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<![CDATA[Como sobreviver ao teletrabalho: 10 conselhos de que não pode abdicar]]>https://www.filomena-silva.pt/post/como-sobreviver-ao-teletrabalho-10-conselhos-de-que-n%C3%A3o-pode-abdicar6388f5750b0f05705d7e1587Tue, 31 Mar 2020 23:00:00 GMTFilomena SilvaSe está a ler este artigo é porque, provavelmente, teve de se iniciar no mundo do teletrabalho. A maioria das pessoas que trabalha fora de casa, muitas vezes, lamenta o facto de ter de o fazer. Pois bem, a conjuntura atual é uma oportunidade se adaptar a uma nova realidade e a aprender a trabalhar em casa sem enlouquecer por causa disso. Apostamos que neste momento se o mandassem sair de casa para trabalhar certamente não iria reclamar. Mas as medidas de contingência decorrentes do Coronavirus vieram para ficar em Portugal, pelo menos por mais uma semanas. Por isso, conheça agora as 10 dicas de quem já trabalha como freelancer, a partir de casa, há diversos anos.

1. Ter horários

É muito fácil relaxar quando se trabalha a partir de casa e deixar de cumprir horários, principalmente se a única coisa que tem de fazer de manhã é ligar o computador e começar a sua jornada. Sabemos que já não tem que ir a correr apanhar transportes públicos ou deixar as crianças na escola antes de apanhar um trânsito infernal até ao escritório. Mas não se desleixe. Embora a carga horária nem sempre seja sinónimo de produtividade, segundo indica o estudo publicado em 2013 pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), ter uma rotina é fundamental para o nosso corpo e mente poderem estar no seu melhor.

2. Adotar uma alimentação saudável

De nada adianta ter um horário de trabalho estabelecido para cumprir se não o respeitar. Agora que trabalha a partir de casa, não vale acordar 30 minutos antes de começar a desempenhar todas as suas funções. É de considerar, por isso, que acorde com pelo menos 1 hora de antecedência para ter tempo de tomar um bom banho, arranjar-se e tomar o pequeno almoço tranquilamente (sim, nós sabemos que durante anos reclamou não o poder fazer). Depois de acordar e fazer sua rotina diária e alimentar-se convenientemente estará pronto(a) para uma jornada de trabalho com a mente muito mais desperta. Ao longo do dia, não se esqueça das habituais pausas para as restantes refeições e tenha especial atenção aos nutrientes que ingere.

3. Dormir bem

Ter uma boa noite de sono sempre foi e sempre será algo recomendável para quem exerce qualquer tipo de atividade. Da mesma forma que é necessário ter horários de trabalho e de alimentação, também é conveniente definir um horário para dormir. Este é parte do segredo para acordar na manhã seguinte cheio de vitalidade. E se, por acaso, a ansiedade não lhe dá descanso, evite ver cenas violentas ou noticiários antes de se ir deitar. Beba um chá, faça um pequeno exercício de meditação e respiração e durma descansado.

4. Cuidar da aparência

Ainda que não tenha de se deslocar para o escritório, é conveniente arranjar-se para trabalhar. Não, trabalhar de pijama não é recomendável. Principalmente se não conseguir definir os seus horários e manter-se focado com facilidade. Não será necessário vestir um fato e gravata, no caso dos homens, ou calçar sapatos de salto alto, no caso das senhoras, mas continuar a vestir-se para ir trabalhar é um hábito mais do que saudável. Além de o ajudar a mudar o chip, vai seguramente ajudá-lo a manter a autoestima e o foco para o que é necessário. Já para não falar na vantagem de poder estar sempre pronto para participar em reuniões em videoconferência e não ter de andar a vestir-se à pressa.

5. Definir espaços

Misturar o espaço de trabalho com a área de lazer é um dos erros mais comuns de quem começa a trabalhar a partir de casa. De início até pode não lhe fazer grande confusão. Mas, acredite que com o tempo poderá vir a sentir-se assoberbado por não conseguir desligar-se das questões laborais. Se a sua casa não lhe permite grandes alterações, experimente delimitar as áreas com uma estante, biombo ou sofá. A ideia é não existirem grandes distrações quando está a trabalhar e poder relaxar por completo quando acabar tudo o que tem para fazer.

6. Usar uma agenda

Pode parecer desnecessário, principalmente se continuar a cumprir um horário rigoroso, mas já vai perceber porque é que este é um dos truques mais importantes para sobreviver ao confinamento e ao teletrabalho. Tome nota de todos os seus compromissos e divida o seu dia em blocos de tempo. Trabalhar, alimentar-se, realizar chamadas telefónicas ou reuniões, ajudar os filhos com os trabalhos de casa ou relaxar são elementos obrigatórios a registar na sua agenda.

Poderá questionar-se porque é que tem de o fazer se o seu horário é sempre o mesmo ou nunca consegue fazer tudo o que deseja. E é justamente por isso que o deve fazer. Para que possa cumprir com o que delineou para cada dia. Use marcadores fluorescentes com cores diferentes para cada categoria: compromissos com um horário fixo a cumprir, tarefas móveis, conquistas e momentos de lazer.

7. Ser tolerante consigo

Apesar de todas as regras anteriores apontarem para alguma rigidez, ser algo flexível consigo é algo de que poderá vir a necessitar, principalmente se for uma pessoa ansiosa. Não, não estamos a dizer-lhe para esquecer as recomendações anteriores, mas para que, apesar de se esforçar para cumprir tudo o que definiu, saiba identificar os sinais de alarme que lhe dão indicação de que precisa de abrandar.

A ideia é ter objetivos definidos, quer para tentar manter a sua produtividade, bem como para manter a boa disposição a cada dia, mas também ter a capacidade de abrandar um pouco o ritmo nos dias em que estiver mais cansado emocionalmente. Ninguém se vai zangar consigo se num determinado dia não respeitar o bloco de tempo destinado a ver um filme ou não limpar a casa porque esteve mais ocupado. Mas saiba fazer um balanço da sua semana olhando para a sua agenda e adapte os blocos de tempo, tendo em conta o seu estado de espírito, não deixando de cumprir os seus objetivos.

8. Tenha um propósito

Apesar da maior parte das pessoas que estão em teletrabalho terem objetivos bem definidos, em alguns casos ou projetos isso não acontece. Quer tenha ou não um horário a cumprir, é importante que tenha objetivos bem definidos para cada dia (nós dissemos que a agenda era mesmo importante). Quer por uma questão de organização, quer para ter a capacidade de se automotivar e ter (quase) sempre disposição para se levantar da cama e iniciar um novo dia.

9. Use as circunstâncias a seu favor

Se está a trabalhar a partir de casa e tem filhos ou idosos a cargo, gerir tudo ao mesmo tempo pode não ser nada fácil. É muito comum as pessoas experienciarem estados de exaustão mental e irritabilidade nesses casos, quer pela circunstância em si, quer por toda a conjuntura económica e social que uma pandemia acarreta. Calma! Irritar-se e zangar-se com toda a gente só o vai deixar ainda mais amargurado e indisposto.

Se está em isolamento social ou de quarentena com outros familiares, quer sejam adultos ou crianças, tente conciliar as diversas agendas de modo a que não fiquem saturados uns dos outros. A delimitação do espaço pode ser a solução mais viável, mas nem sempre é possível. Por isso, há sempre a possibilidade de recrutar fiéis assistentes. Isso mesmo! Uma das causas para a frustração durante o isolamento social é, justamente, o não se sentir útil. Peça ajuda aos seus familiares. Explique-lhes porque é que necessita daquele tempo só para si e para o seu trabalho e faça questão de reservar um bloco de tempo para mais tarde, em que lhes poderá dar toda a atenção (vê, uma vez mais a agenda é a sua melhor amiga).

10. Relaxe e seja positivo

Saiba que para quase todos os problemas existe uma solução. Não se martirize. Apesar de ser perfeitamente normal estar tenso e preocupado, saiba que existem ciclos e que qualquer fase menos boa vai passar. O mundo pode não voltar a ser exatamente como era antes, mas isso não é obrigatoriamente negativo. Lembra-se da agenda?! Pois bem, reserve um tempinho por semana para refletir sobre o que pode mudar na sua rotina, e em si próprio, como pessoa. Se tiver um negócio próprio como trabalhador independente, pense em novas estratégias de se posicionar no mercado e responder às necessidades atuais. Se trabalha por conta de outrem reflita sobre as mudanças que gostaria de operar para o futuro. E lembre-se sempre de ver o lado positivo em cada situação menos favorável. A abundância nem sempre é sinónimo de bens monetários. Pare! Pare por um breve instante de ler este artigo e olhe à sua volta. De certeza de que encontrará inúmeras coisas pelas quais agradecer.

Agora que já conhece as nossas dicas, partilhe connosco de qual é que gostou mais. Tem alguma técnica que tenha resultado consigo e que gostasse de partilhar? Escreva-nos. Temos todo o gosto em melhorar este artigo para os futuros leitores. Recomendamos-lhe ainda a leitura do guia para teletrabalho em massa prolongado durante uma pandemia da WorkLife HUB.

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<![CDATA[Vídeos corporativos: 5 dicas para criar um bom conteúdo para a sua empresa]]>https://www.filomena-silva.pt/post/aumente-sua-comunidade-do-blog637939f72b358e439eed2b5fSat, 25 Jan 2020 20:17:59 GMTFilomena SilvaA maioria das empresas opta por ter um departamento de comunicação interno. Mas muitas outras preferem contratar freelancers ou produtoras de audiovisuais, tendo em conta que as atividades desenvolvidas pela empresa não justificam contratar diversos especialistas, para integrar os quadros das empresas. Existem ainda empresas que tomam essa decisão, por motivos de gestão. Neste artigo revelamos-lhe os principais passos a ter em conta na altura de contratar uma equipa de freelancers para fazer a cobertura dos seus eventos empresariais.

1. Escolher o tema e o ângulo de abordagem

Criar conteúdo para o meio digital pode parecer, à primeira vista, algo relativamente fácil. Mas não é. Tudo passa pela escolha do tema adequado, tendo em conta a estratégia comunicacional da empresa, e o interesse do público alvo. Embora a decisão da escolha do tema pertença à empresa contratante, o freelancer tem sempre a possibilidade de trabalhar o tema de forma diferenciada.

Muitas empresas não têm uma estratégia definida e optam por indicar apenas o tema da reportagem a desenvolver, sem saber muito bem qual o ângulo de abordagem que pretendem trabalhar. E é por isso que a ajuda de um profissional com formação na área da comunicação ou jornalismo pode ser a diferença entre contar ou não uma boa história.

Mesmo que não tenha todas as respostas às perguntas que a equipa de reportagem lhe vai fazer, pense no objetivo da reportagem. Se tiver uma ideia clara da mensagem a ser transmitida ao seu público, será relativamente fácil encontrar uma solução que vá ao encontro das suas expetativas.

2. Observar a concorrência

Desenvolver conteúdos sem estar a par do que a sua concorrência faz em termos comunicacionais nunca é uma boa opção. É importante perceber a tática utilizada pelas empresas da sua área de atuação, não para retirar ideias, mas para poder identificar o que não deve ser feito e o que poderá fazer para acrescentar ainda mais valor.

A forma mais prática de o fazer é colocar-se no papel do consumidor e tirar notas sobre os vídeos corporativos que vai observar. Relativamente à forma, o que é que torna um vídeo mais ou menos apelativo? Em relação à imagem, o que é que as cores, ângulos e iluminação escolhida lhe transmitem em termos de emoções? E por último, no que toca à mensagem, de que forma é que a história captou a sua atenção e porquê? Este simples exercício vai dar-lhe alguns inputs sobre a melhor maneira de transmitir os seus conteúdos.

3. Adaptar o conteúdo à plataforma

Faça uma reunião ou forneça um briefing detalhado aos profissionais que vão estar no terreno. Independentemente do seu objetivo, quanto mais informação passar à equipa que vai colaborar com a sua empresa, mais satisfatório será o resultado final.

Cada plataforma tem as suas especificidades e é procurada por determinadas características. O Facebook, o Instagram, o Youtube e o LinkedIn permitem-lhe partilhar conteúdos em vídeo, mas têm uma utilização distinta, tendo em conta a audiência.

Conte com a visão e a experiência dos profissionais do setor e peça-lhes uma opinião, tendo em conta o canal onde pretende disseminar o conteúdo.

4. Criar uma mensagem clara

Não tente contar várias histórias num só vídeo. Acabará por confundir a sua audiência e não conseguir obter as reações que deseja. Se o seu objetivo é informar os clientes e potenciais clientes de um acontecimento que envolveu a sua empresa, cinja-se ao estilo notícia e revele os pontos chave do acontecimento, criando uma dinâmica num vídeo de cariz informativo.

Se, por outro lado, pretende fazer um apelo à ação, promovendo os seus produtos ou serviços, crie uma história à volta do produto e siga à risca o princípio “uma ideia, uma história” do início ao fim. É preferível ter várias histórias com a duração de 2 a 3 minutos por vídeo ao invés de criar um vídeo de 10 minutos que dificilmente o seu público visualizará até ao fim e que irá gerar confusão.

A estrutura é simples. Após a visualização é fundamental que se perceba qual é a mensagem que está a ser transmitida. Lembre-se que em comunicação, por vezes, “menos é mais”.

5. Não esquecer o fator humano

As histórias são feitas de pessoas e para pessoas. Não há como contrariar isso. Não tenha receio de incluir os seus colaboradores no guião da sua história. E não perca a oportunidade de dar ao seu público alvo uma perspetiva na ótica do cliente.

Inclua os testemunhos dos seus colaboradores nos vídeos institucionais. Essa poderá ser, também, uma boa opção para os vídeos de produto, embora a visão do cliente seja a mais adotada e a que traz mais frutos.

Como vê, a preparação da mensagem é fundamental para conseguir concretizar os seus objetivos. E os resultados alcançados com os vídeos que publicar serão, seguramente, muito superiores se adotar uma boa estratégia comunicacional.

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<![CDATA[Quero ser freelancer: como saber se estou preparado?]]>https://www.filomena-silva.pt/post/crie-um-blog-lindo637939f72b358e439eed2b5eWed, 01 Jan 2020 20:17:59 GMTFilomena SilvaTrabalhar como freelancer pode parecer, à primeira vista, uma opção bastante aliciante. A maioria das pessoas que me falam em mudar de uma atividade profissional por conta de outrem para passarem a ser trabalhadores independentes apontam como principais vantagens poder trabalhar a partir de casa, ter muito mais tempo para si e para os seus, trabalhar a partir de locais diferentes, e poderem escolher com quem trabalhar.

Todos estes benefícios são reais, mas dificilmente alcançáveis numa fase inicial do negócio. Primeiramente é necessário investir tempo e competências, para criar uma carteira de clientes. Além disso, há sempre o risco de não conseguir ter trabalho todos os meses, dependendo da atividade, comprometendo o rendimento mensal.

O que significa ser freelancer?

Um freelancer é um trabalhador que trabalha por conta própria que está registado nas finanças como trabalhador independente. O seu rendimento provém da prestação de serviços que faz para um ou mais clientes, ou da venda de produtos. Existem trabalhadores independentes que declaram as suas transações através de recibos verdes, enquanto outros passam faturas para os bens que comercializam.

O trabalhador independente tem um rendimento variável, em função daquilo que fatura com a sua atividade profissional. Pode ter um ou mais clientes e não está obrigado a obedecer a uma hierarquia, a um horário estipulado ou a regulamentos internos das empresas para quem presta serviços.

Por não existir um vínculo, a maioria dos trabalhadores freelancer trabalham ao projeto. Decorrente da satisfação com a prestação se serviços, uma colaboração esporádica pode dar lugar à celebração de um contrato temporário ou contrato de avença mensal.

Trabalhadores por conta própria: o panorama português

Segundo um estudo publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em janeiro de 2018, "no 2º trimestre de 2017, o número de trabalhadores por conta própria em Portugal era de 806,2 mil, o que corresponde a 16,9% da população empregada total". Desses, 27,5% exerciam a sua atividade profissional com colaboradores a seu cargo, e 72,5% eram totalmente independentes, o que poderá indicar que se tratam de freelancers.

Mais de metade referiram ter tido 10 ou mais clientes, não existindo uma colaboração que fosse propriamente dominante, o que significa que nenhum desses clientes assegura pelo menos 75% do rendimento total.

Quase dois terços dos trabalhadores referiram estar a seu cargo a decisão do horário de trabalho e quase um terço mencionou como principais dificuldades no início da sua atividade os períodos de tempo sem trabalho, a existência de clientes em incumprimento ou clientes que pagam muito tarde.

A mudança: os principais receios dos trabalhadores

Trabalhar por conta própria significa que não há uma entidade patronal a quem reclamar. A partir do momento em que uma pessoa decide passar a ser freelancer, a responsabilidade do seu rendimento mensal passa a recair sobre os seus ombros. Gerar receitas que lhe permitam suportar os custos da sua atividade, pagar os impostos e ter um rendimento líquido variável pode ser bastante assustador.

Segundo o mesmo estudo, para os trabalhadores no geral, as principais razões para não alterarem a sua situação profissional foram a insegurança financeira, a dificuldade em obter financiamento para o negócio, excesso de stress, responsabilidades ou risco elevado e menos garantias de proteção social.

Trabalhador independente: as principais dificuldades

Antes de ponderar passar de uma atividade por conta de outrem para trabalhador independente, recomendamos uma análise detalhada à atividade que pretende desenvolver e um conhecimento aprofundado das obrigações e responsabilidades inerentes ao exercício da profissão.

Conhecer bem o sistema financeiro português é indispensável, para saber os encargos mensais e trimestrais que vai ter de suportar, para não ter surpresas desagradáveis no futuro. Ter uma boa gestão económica é, também, essencial. A possibilidade de existirem períodos de tempo sem rendimento ou com um rendimento de valor mais reduzido, obriga a uma gestão ainda mais responsável.

Se restringirmos a análise dos dados ao universo dos trabalhadores por conta própria, em 2017, as principais dificuldades sentidas no início da atividade por conta própria eram, justamente, o período de tempo sem trabalho, os clientes que revelam resistência em efetuar o pagamento da prestação de serviços e a carga administrativa excessiva.

Lembre-se que ao iniciar a sua atividade como trabalhador independente, é a si que cabem todas as funções dos diversos departamentos que constituem uma empresa, trabalho esse que é ainda mais significativo, se trabalhar de forma completamente autónoma.

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<![CDATA[Como ser freelancer em Portugal: o que muda em 2019?]]>https://www.filomena-silva.pt/post/agora-voc%C3%AA-pode-usar-seu-blog-em-qualquer-lugar637939f72b358e439eed2b5dMon, 06 May 2019 19:17:59 GMTFilomena SilvaAparentemente este pode ser um tema aborrecido, mas tão necessário, para quem quer trabalhar como freelancer em Portugal. Neste artigo, explico-vos tudo de forma descomplicada, para que saibam exatamente o tipo de obrigações que devem cumprir e com que impostos é que podem contar. No fundo, com quanto dinheiro a menos vão ficar no vosso bolsito.

O mais importante é saberem que qualquer tipo de pagamento recebido no âmbito de uma prestação de serviços deve ser declarado às finanças, independentemente de o trabalho ser desempenhado presencialmente ou à distância. Conheçam agora todos os passos necessários para cumprirem com as vossas obrigações.

Abrir atividade no Portal das Finanças

A decisão está tomada. Vai ser freelancer a tempo inteiro ou complementar o seu rendimento. O primeiro passo é a abertura de atividade no Portal das Finanças. Esta é um processo bastante simples e obrigatório por lei.

Para isso basta aceder a Cidadão ou empresas > Entregar > Declarações > Atividade > Declaração de início de atividade (via contribuinte). É necessário que indique as seguintes informações às finanças:

Data a partir da qual se inicia a atividade enquanto prestador de serviços;

Qual a atividade que vai desenvolver (escolhendo o código da atividade que mais se adequa aos seus serviços nesta lista);

Montante que espera receber até ao final do ano;

• Escolher o regime de IVA:

Regime simplificado - É normalmente o mais escolhido e o regime aplicado por defeito. Diz respeito a profissionais liberais e trabalhadores em nome individual que ganham anualmente um valor bruto igual ou inferior a 200.000,00€, por ano;

Contabilidade organizada - Estão abrangidos por este regime, as empresas constituídas, sociedades, bem como os empresários em nome individual e profissionais liberais que tenham rendimentos superiores a 200.000,00€ por ano;

Ato isolado (neste caso, não é necessário abrir atividade) - É indicado para quem não quer abrir atividade nas finanças como trabalhador independente, nem está coletado como tal. Por ser um ato isolado, é previsível e que não exceda os 25.000,00€;

• Depois é só submeter a declaração e aguardar o código de confirmação da parte das Finanças - documento que seguirá para a morada fiscal do contribuinte.

E quanto é que vou pagar de impostos para o IRS?

O valor a pagar em termos de IRS dependerá, não só do tipo de atividade a exercer, bem como do rendimento obtido. Ao submeter a sua declaração de início de atividade, o Portal das Finanças dá-lhe indicação em que regime ficou enquadrado.

Relativamente ao IVA, se ficou isento ao abrigo do artigo 53.º não tem necessidade de liquidar IVA nas faturas e escolhe a opção "IVA-regime de isenção (artigo 53.º)". Se ficou isento ao abrigo do artigo 9.º não tem necessidade de liquidar IVA nas faturas e escolhe a opção "IVA-regime de isenção (artigo 9.º)". Se ficou no regime normal liquida IVA nas faturas - entrega o imposto, através do Portal das Finanças, até ao dia 15 do 2.º mês seguinte ao trimestre (regime normal trimestral) ou até ao dia 10 do 2.º mês seguinte àquele a que respeitam as operações (regime normal mensal).

Quanto à retenção na fonte, se a sua previsão para o corrente ano for superior a 10.000,00€ ou se no ano anterior ultrapassou esse valor, terá que fazer retenção no recibo. Não se verificando nenhuma das situações anteriores dispensa a retenção do IRS no recibo.

E a segurança social?

Não é preciso preencher nenhum formulário, nem se deslocar a qualquer balcão da Segurança Social. As Finanças e a Segurança Social comunicam entre si no momento da inscrição, e os dados são partilhados e cruzados entre as duas instituições, de forma automática. Caso o trabalhador não se encontre inscrito, a Segurança Social pode realizar a inscrição e o respetivo enquadramento no regime de trabalhadores independentes – para efeitos de cálculo das contribuições sociais.

E quanto é que vou pagar de impostos para a Segurança Social?

Sabemos que esta é a questão mais importante que todos os potenciais freelancers colocam. E não o vou deixar sem resposta. A partir de janeiro de 2019 o pagamento da segurança social dos trabalhadores independentes alterou.

Mas calma, porque existem boas notícias. A primeira delas é que em 2019 é que a taxa contributiva baixou para 21.4%. Já os escalões passaram à história. Por esse motivo, deixa de ser necessário estar sempre a abrir e fechar a atividade. Agora existe uma contribuição mínima de 20,00€ para os meses em que um freelancer não passe qualquer recibo, permitido-lhe manter a atividade aberta.

Em 2019 o cálculo da segurança social para os trabalhadores independentes e dos descontos passam a ser feitos com base na média do valor declarado trimestralmente, em vez da média com base no rendimento do ano anterior. Isso faz com que aquilo que os descontos da segurança social para trabalhadores independentes sejam muito mais justos e ajustados à realidade.

Agora, no momento do preenchimento da declaração trimestral, pode pedir um desconto de 25% aos valores declarados trimestralmente. Trata-se do chamado “direito de opção” e pode optar por um desconto de 5%, 10%, 15%, 20% ou 25%. Assim, no momento em que passar a declaração trimestral ficará a saber exatamente o valor a pagar nos meses seguintes.

Aconselhamos que opte pelo desconto se ainda tem prestações de serviços a receber ou passou um recibo verde mais alto no trimestre anterior de forma pontual. Pode ainda aumentar a percentagem aumentar os seus direitos às prestações sociais como a reforma, parentalidade ou desemprego.

Trabalho por conta de outrem? Tenho direito a isenção no pagamento da Segurança Social?

Antes, era aplicada a isenção da segurança social para os trabalhadores independentes que tivessem também uma atividade profissional por conta de outrem. Em 2019 isso mantém-se e as isenções são calculadas conforme o rendimento. Assim. se o seu rendimento relevante mensal médio apurado trimestralmente for inferior a 4 vezes o IAS (Indexante dos Apoios Sociais), fica isento de pagamento à segurança social.

Na prática: O IAS em 2019 é de 435,76€, portanto ficará isento de pagamento à Segurança Social se o seu rendimento relevante mensal médio resultante na declaração trimestral não for superior a 1743,04€ (435,76€ x 4 = 1743,04€).

Esperamos que este artigo vos tenha ajudado a esclarecer as principais dúvidas para a abertura de atividade como freelancer, em Portugal. Para questões adicionais, sugerimos a consulta ao Guia da Autoridade Tributária, que contém diversas dicas sobre o início de atividade, assim como o portal informativo da Segurança Social sobre este tema.

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