top of page

Ser empreendedor não é difícil. É desafiante.

Multiplicam-se pela web as promessas de um caminho rápido e sem obstáculos, rumo até ao sucesso. Não é sobre isso que falamos aqui. Abraçar o caminho do empreendedorismo é mais que uma tomada de decisão em criar um negócio próprio, de gerar rendimento a fazer aquilo que se ama fazer, ou criar uma loja online para ter uma atividade em paralelo, ou até fazer uma “simples” transição de carreira. Ser empreendedor é, acima de tudo, um processo de autoconhecimento. A força que colocamos nas palavras para categorizar essa experiência é que pode imprimir um significado de maior peso ou, ao contrário, trazer alguma leveza.



Muitas vezes dizem-me que “é muito fácil falar, mas é mais difícil de fazer”. Concordo. Mas, e que tal desconstruirmos o verbo? Difícil é uma palavra que encerra em si uma dimensão de esforço, de algo custoso, complicado e até pouco provável de alcançar. Se é isto que a palavra “difícil” representa para si, proponho-lhe que a substitua pelo termo “desafiante”, porque é isso mesmo que a jornada de um empreendedor verdadeiramente representa.


As limitações, as dificuldades iniciais para a concretização do projeto, a forma como lidamos com o conflito interno mesmo antes da tomada de algumas decisões pode ser algo verdadeiramente assustador. Mas eu não o chamaria difícil. Difícil é não acreditar que temos as competências para gerar a mudança na nossa vida, ou que não as podemos adquirir, e vivermos conformados com um fado a que chamamos carinhosamente de destino.


Reclamar da vida que tem agora é uma liberdade que lhe assiste. Mas reconhecer o que não funciona pode representar uma ou mais oportunidades. E então, vai ficar só por aí? O que vai fazer para mudar o que lhe traz constrangimento atualmente? Depois de reconhecer que há algo que gostaria que mudasse na sua vida, está disposto a ser a energia que move essa mudança?